Ecoporanga ES, lugar de povo guerreiro

Opinião:

Obs: Não é uma opinião política, apenas uma reflexão. A atual administração do município tem feito todos os esforços, para manter e melhorar a economia de Ecoporanga.

Região que já abrigou mais de 50 mil habitantes, hoje se vê reduzida a uma população de menos de 25 mil. As terras são férteis, muita água (que devido ao mau manejo tem se tornado pouca), um povo trabalhador, muitas riquezas naturais. Ecoporanga perdeu seus pontos turísticos como a Cachoeira do arco Iris, perdeu suas indústrias derivadas da pecuária, parou há anos de investir nas lavouras e hoje passa por dificuldades de arrecadação para pagar até mesmo os funcionários públicos. Uma das fontes de renda local nos últimos anos vinha sendo o Granito, mas as empresas estão fechando as portas e o número de desempregados sobe. O comércio vive no limite, pois não há uma estratégia para competir com os preços dos municípios vizinhos e muito menos com os da internet. Enfim, o Ecoporanguense precisa repensar seus planos para o futuro. Desde 1955, quando teve seu primeiro prefeito ( João Corsino, que faleceu este ano_2017), o progresso veio, mas com o tempo não se sustentou e a população migrou. Hoje o município está entre aqueles que tem o maior êxodo rural e político do ES.

A hora é de buscar sustentabilidade nas nossas riquezas e potencialidades. Deixar de contar apenas com o apoio dos políticos, que na prática, em mais de 60 anos não  fizeram, efetivamente, nada que pudesse sustentar o povo do município. Povo fervoroso na fé, mas precisa saber que a fé seu ação não move montanhas. Nem gera riquezas…O cidadão de Ecoporanga precisa   ter orgulho e poder amar seu lugar. Talvez, o comerciante tenha que inovar, o empresário tenha que buscar as fontes locais e investir novamente. Nossa segurança não pode deixar seu compromisso de proteger os conterrâneos. A situação está ruim para todos, mas os compromissos assumidos devem ser praticados, há muito roubo na região hoje. No interior, os proprietários estão sendo vítimas constantes de saques, no centro já não dá para andar tranquilo depois das 20h.

Ecoporanga tem um povo guerreiro, que nesta virada de ano, este povo repense o futuro,  levante a cabeça e reaja rumo ao desenvolvimento e ao bem estar de todos que amam e sonham com uma Ecoporanga forte, porque o município tem riquezas e pode ser ainda uma referência de cidade para o ES. ( Prof: Vanderli Vigne)

Histórico

A história de Ecoporanga remonta a 1937, quando um dos precursores do desenvolvimento da região, Jacinto Antônio Dias, doou uma área de terra de 28 hectares, para a formação do núcleo populacional que receberia a denominação de Patrimônio do Quinze, depois Nova Betânia, Rubinópolis e, finalmente, Ecoporanga.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Ecoporanga, pela Lei Estadual nº 776, de 29-12-1953, subordinado ao município de Joeirana.
Elevado à categoria de município com a denominação de Ecoporanga, pela Lei Estadual n.º 897, de 12-01-1955, desmembrado do município de Joeirana. Sede no antigo distrito de Joeirana. Constituído de 5 distritos: Ecoporanga, Cotaxé, Joaçuba, Joeirana, Novo Horizonte. Todos desmembrados do município de Joeirana. Instalado em 09-04-1955.
Pela Lei Estadual n.º 16, de 1956, a sede do município passou a denominar-se Ecoporanga.
Em divisão territorial datada de I-VII-1960, o município já denominado Ecoporanga é constituído de 5 distritos: Ecoporanga, Cotaxé, Joaçuba, Joeirana e Novo Horizonte.
Pelo Decreto Estadual n.º 264, de 15-09-1963, do Espírito Santo e Decreto Estadual n.º 7.166, de 15-09-1963, de Minas Gerais, o distrito de Joeirana passou a integrar definitivamente ao Estado de Minas Gerais.
Pela Lei Estadual n.º 3.046, de 14-05-1976, foram criados os distritos de Imburana e Santa Luzia do Norte e anexados ao município de Ecoporanga.
Em divisão territorial datada de I-I-1979, o município é constituído de 6 distritos: Ecoporanga, Cotaxé, Imburana, Joaçuba, Novo Horizonte e Santa Luzia do Norte.
Pelo Artigo 15 das Disposições Organizacionais Transitórias da Lei Orgânica do Município de Ecoporanga, é criado o distrito de Santa Terezinha e anexado ao município de Ecoporanga.
Em divisão territorial datada de I-VI-1995, o município é constituído de 7 distritos: Ecoporanga, Cotaxé, Imburana, Joaçuba, Novo Horizonte, Santa Luzia do Norte e Santa Terezinha.
Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído de 7 distritos: Ecoporanga, Cotaxé, Imburana, Joaçuba, Novo Horizonte, Santa Luzia do Norte e Santa Terezinha.
Em divisão territorial datada de 2011, o município é constituído de 8 distritos: Ecoporanga, Cotaxé, Imburana, Joaçuba, Muritiba, Praia dos Baianos, Santa Luzia do Norte e Santa Terezinha.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.

Fonte

Ecoporanga (ES). Prefeitura. [2009].

 

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